sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nobody's listening.


Ele fala sobre a vida aristocrata, mas ninguém está escutando.
Eu no meu canto presa aos meus pensamentos capciosos, que às vezes nem eu mesma sou capaz de compreender.
Todos os outros atentos à vida mediocre e mesquinha que vivem, apenas olhando pra frente e cultivando seu ego, seres egocêntricos, todos nós.
Quatro passos á frente, dois para trás, cinco pra frente novamente, e volto mais sete, deparo-me no mesmo lugar. Mesmo lugar que antes eu pensava sobre o desejo e no segundo seguinte sobre dor, e a mesma começa a expandir-se, alastrando-se por toda máquina respiratória, digestiva, muscular, pensante, articular... SANGUE, começo a sangrar, olhos, ouvidos, boca, nariz... Está machucando, não entendo mais o que sai de minha garganta, gargalhadas de ódio ou gritos de amor. Está doendo, antes meus pensamentos complexos, agora um vazio... Insuportável, é o que se torna, estou berrando e caindo, caindo, caindo... Vultos passam por mim, mãos passam por mim, mas mesmo assim continuo caindo. Passou, a dor que sentia, agora não machuca mais, e eu continuo a gritar, mas ninguém está escutando.


ggb.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

live and let die.


Eu me viro e de repente não me vejo.
Não me vejo nesse mundo em que os verbos não fazem sentido, as cores são distorcidas, a água é marrom e o céu é cinza. Nesse mesmo assunto, vem um e diz que é a tal da evolução.
Ora, não me venhas com essas conclusões sem nexo. Não me venhas com essas explicações pra nada. Nada, palavra perfeita para a definição de tudo. De tudo o que vejo nessa sociedade mundana e supérflua. Mas eu quero sair daqui, quero virar e me ver, quero falar e ouvir-me, quero olhar e enxergar.
Que mal eu fiz à filisofia ?
Se tens o poder de ficar quieto, faça-o!
Há muito tempo pratico esse ato. Não adianta discutir com os ignorantes e hipócritas, não adianta e nem vale o esforço. Para esses meu silêncio, que é o máximo que podem arrancar de mim. E assim fico por aqui, não me despeço porque não escrevo coisas formais e muito menos educadas, quando quero, sou rude, rude para os que não querem escutar, não a mim, mas a eles mesmos.

ggb.